Nutrição para o tratamento de feridas

Nutrição para o tratamento de feridas

O processo de cicatrização é extremamente complexo e cada fator que contribui para o processo deve ser implementado. Negligenciar qualquer desses fatores pode significar o retardo do processo ou até mesmo a não cicatrização do tecido.

A cicatrização envolve processos catabólicos e anabólicos que demandam energia e necessidade de precursores de colágeno para formação do tecido cicatricial.

Além de contribuir para a aceleração da cicatrização, entender que a depender do tamanho da ferida o consumo energético pode ser tão intenso a provocar no paciente perda de massa muscular e consequente sarcopenia.

Não podemos esquecer também de que uma boa nutrição contribui para o fortalecimento do sistema imunológico, e que este está intrinsecamente envolvido na fase inflamatória da ferida.

A fase inflamatória é responsável por ativar no leito da ferida uma cascata de reação que irá culminar com o processo de limpeza da ferida e combate aos microorganismos como bactérias e fungos.

Sabendo da importância desses fatores, irei apresentar o fator que é extremamente importante, mas constantemente negligenciado por pacientes que são acometidos por qualquer tipo de ferida.

Esse fator é a nutrição.

Além de sua importância, você irá descobrir neste artigo os principais alimentos que auxiliam na cicatrização, suplementos nutricionais importantíssimos para o tratamento, além de outras preciosas informações que irão agregar bastante em sua vida.

Esse conhecimento compartilhado neste conteúdo é fruto dos mais de 15 anos focados somente em feridas, seja nos hospitais que trabalhei, assim como na rede de clínicas Doutor Feridas fundada por mim e minha esposa.

O papel fundamental da nutrição no tratamento de feridas

A reparação tecidual também está ligada ao processo que envolve a absorção de nutrientes por parte do organismo, ou seja, se o indivíduo está carente nutricionalmente, terá um retardo na cicatrização, aumento do risco de desenvolvimento de novas lesões e assim como a incidência de complicações. Uso de suplementação nutricional para o tratamento de feridas

O uso de suplementação para auxiliar o processo de cicatrização tem o objetivo de otimizar a capacidade do organismo executar as tarefas necessárias para regenerar o tecido. Existem diversas pesquisas bastante sólidas que atestam a relevância da contribuição dos suplementos no processo de cicatrização da pele.

A suplementação possui um papel fundamental, pois o paciente não consegue ingerir as vitaminas, proteínas, minerais, aminoácidos e outros nutrientes necessários para que esse fator nutricional possa efetivamente “jogar” a favor do organismo do paciente.

Sendo praticamente impossível consumir todas essas substâncias nutricionais somente por via alimentar. Auxiliando na aquisição de hidratos de carbono, gordura, proteínas, arginina, glutamina, n-acetilcisteína, vitamina A, vitamina C, magnésio, cobre, zinco, selénio, entre outros nutrientes.

Conheça os alimentos que devem ser evitados e adicionados na alimentação para contribuir no processo de cicatrização

Sabendo dos alimentos que devem ser evitados e adicionados em sua alimentação você irá contribuir para que sua cicatrização seja mais rápida. Veja a lista abaixo:

Alimentos que devem ser evitados

Bebidas alcoólicas; Refrigerantes e sucos em pó ou em caixa; Leite e derivados integrais; Cereais refinados, como arroz branco, massas, pães, farinha de trigo; Carnes com ricas quantidade de gorduras e aditivos, como: linguiça, bacon, salsicha, presunto, fast food e salame; Açúcar; Frituras;

Alimentos que devem ser adicionados

Peixes, como bacalhau e salmão; Óleos vegetais como, óleo de milho, azeite e de fígado de bacalhau; Ovos de galinha Frutas como, laranja, manga, mamão; Hortaliças de coloração verde escura como, brócolis, espinafre, couve de Bruxelas

Qual a minha experiência com suplementos nutricionais para Feridas.

Na minha experiência clínica durante muitos anos reneguei o uso de suplementação nutricional em feridas. A partir do momento que comecei a aplicá-la comecei a perceber uma diferença significativa na aceleração do tratamento.

Embora já bem ancorada em centenas de estudos clínicos, essa vivência e experiência prática foi significativa para que eu adotasse na minha prática a suplementação nutricional para todos os meus pacientes.

Como eu faço?

Na primeira avaliação sempre procuramos adotar uma avaliação completa do nosso paciente em relação ao seu estado de saúde. A anamnese é direcionada e focada não somente para a ferida, mas sim para todo o contexto de saúde do paciente: doenças pré existentes, cirurgias prévias, medicamentos em uso e revisão de exames.

Quando o paciente não possui exames solicitamos em nossa prática os principais exames que irão nos nortear o tratamento e a suplementação nutricional: hemograma, função renal, função hepática, glicemia e hemoglobina glicada, níveis de eletrólitos e proteínas.

Após a interpretação desses exames e a exclusão das contra indicações iniciamos o protocolo de suplementação de forma gradual para testar a tolerância e adaptação do paciente.

Nunca inicio com a dose usual, começo com a dose mínima para a adaptação do paciente e avaliação de sua tolerância, além da adequação de qual apresentação o mesmo se adapta melhor: com sabor ou sem sabor.

Outro ponto importante é a orientação antes do uso, pois muitas vezes o paciente acaba não se adaptando por falta de informações essenciais.

Em nossa clínica, por exemplo, elaboramos algumas receitas para que o paciente possa se adaptar melhor, principalmente retirando o inconveniente do sabor desagradável. Muitos de nossos pacientes acabam contribuindo com novas dicas de receitas e isso acaba sendo compartilhado com outros pacientes. O tratamento com suplementação é caro?

Outro ponto importante na argumentação junto ao paciente e familiares é a questão do valor despendido no tratamento. A argumentação deve levar a uma reflexão de que a suplementação leva a uma cicatrização mais rápida, diminuindo lá na frente os custos do tratamento e risco de complicações.

Por ter uma casuística grande de acompanhamento de pacientes, muitas vezes apresento casos semelhantes onde um adotou e o outro não adotou a suplementação. Obviamente conduzo isso sem uma promessa de que com o paciente ocorrerá o mesmo, mas a fim de encorajá-lo.

Na linguagem com pacientes e familiares não adianta apresentar metanálises e estudos clínicos, pois a grande maioria não tem capacidade para entender esse tipo de abordagem.

Querem ver na prática!

Outra ferramenta de abordagem é colocar pacientes em contato com pacientes que adotaram o tratamento. A experiência positiva relatada acaba encorajando. Temos adotado reuniões com nossos pacientes a fim de minimizar o desgaste de ter que explicar de forma individual.

Essas reuniões periódicas abordam diferentes temas do tratamento, porém tem sido essencial para abordagem dos assuntos relacionados à nutrição.

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Espero que tenha gostado desse conteúdo, nele compilei toda a minha experiência prática tratando feridas com a ajuda de uma boa nutrição. Compartilhe em suas redes sociais para que mais pessoas também tenham acesso a esse conteúdo.

 

Post Especial Oferecido por Doutor Feridas

Dr Evandro Pereira dos Reis

Menopausa, como melhorar os sintomas

Menopausa, como melhorar os sintomas

O que é menopausa? 

Menopausa é a união de duas palavras gregas que de forma simples significam mês e fim¹. Climatério como também é conhecido o período que acontece o fim da vida reprodutiva e o fim da menstruação¹. A OMS (Organização Mundial de Saúde) usa da nomenclatura perimenopausa, ou seja, não é apenas a última menstruação, é um período que pode durar por anos¹. A OMS explica que a menopausa é a fase da vida da mulher que os ovários deixam de funcionar e a produção hormonal diminui e consequentemente o corpo passa por diversas mudanças fisiológicas, sintomas podem surgir, em geral são passageiros, porém não menos desagradáveis e às vezes incapacitantes¹.

Quais são as principais causas da mudança de humor na menopausa?

As principais causas são mudanças no sono, peso, memória, libido, sensação súbita de calor e sangramento intenso². O calor súbito comumente se inicia no tórax e evolui para o pescoço e face, muitas vezes esse calor também traz a ansiedade e suor². A falta de sono, e baixos níveis de estrogénio (hormônio responsável pela ovulação e outras características femininas), fazem essa situação ser mais intensa, a falta de libido também está diretamente conectada aos fatores hormonais, com o passar dos anos a memória diminui e a dificuldade de associar novas atividades e antigas lembranças, todos esses acontecimentos são naturais e fazem parte do ciclo da vida². Esses sintomas interferem diretamente no humor da mulher², a perimenopausa é um dos que apresenta maior risco de desenvolvimento de sinais da depressão, provocando mais nervosismo, choro fácil, falta de disposição e atenção². Os baixos níveis de estrogênio também estão relacionados ao aumento de chances do desenvolvimento de osteoporose pois esse hormônio age como uma proteção natural aos ossos da mulher.

Por isso é de grande importância o acompanhamento com médicos e nutricionistas que podem monitorar as deficiências nutricionais e suplementar com cálcio, magnésio, menaquinona e vitamina D quando encontrarem a necessidade.

Como tratar os sintomas da menopausa?

Se você acha que pode estar passando pela perimenopausa, procure um médico especialista, para que o acompanhamento durante esse período seja o mais apropriado para atender as suas individualidades. Alguns hábitos ao longo do dia podem trazer mais qualidade de vida ou o oposto. A prática de atividade física, é importantíssima, treinos de relaxamento, reduzir o consumo de bebidas alcóolicas, parar de fumar, diminuir a temperatura dos alimentos consumidos também pode ser aplicado². Em mulheres na perimenopausa alguns nutrientes, podem apresentar deficiência³, dentre os muitos, podemos destacar, a vitamina D, cálcio, também é comum a baixa ingestão de proteína e alto consumo de carboidratos³, os níveis de ômega 3 também podem se apresentar mais baixos nessa fase⁴. 

Quais os benefícios da alimentação equilibrada? 

 A alimentação adequada a individualizada, está diretamente ligada a saúde em todas as fases da vida da população, o atendimento com um nutricionista pode ajudar o paciente a reduzir diversos destes sintomas da menopausa. Como citado acima, a falta de ômega 3 é comum na perimenopausa⁴, o consumo deste nutriente essencial, como terapia alternativa para os sintomas da menopausa tem sido associado a muitos beneficios nos níveis lipídicos, e prevenção de doenças cardíacas⁴. A osteoporose é um fator de risco em mulheres na pós-menopausa, o cálcio é um grande aliado, mas o cálcio necessita da vitamina D para ser absorvido, na grande maioria das vezes a vitamina D se apresenta abaixo da quantidade adequada⁵, o mineral magnésio também é importante para a absorção correta do cálcio e tem igualmente ação protetora contra fraturas ósseas ⁶. O consumo adequado de proteínas é indispensável, para reduzir os sintomas da menopausa, pois está ligada a densidade óssea e a musculatura, além de participar da manutenção de diversos tecidos (pele e outros órgãos internos), por isso a nutrição é fundamental neste processo⁶.

Atenção: este é um espaço informativo, sobre saúde, bem-estar e nutrição, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

Referências; 

  1. TRECH, Belkis; SANTOS, Claudete Gomes. Menopausa ou menopausa? Saúde e Sociedade v.14, n°1, abril de 2005.  
  2. CAVADAS, Luís Filipe; NUNES, Ana; PINHEIRO, Marisa; SILVA, Pedro Tiago. Abordagem da menopausa nos cuidados de saúde primários. Acta. Med. Port. 2010. 
  3. FARIAS, Francisco Alfredo Bandeiras. Prevalência de osteoporose, fraturas vertebrais, ingestão de cálcio, e deficiência de vitamina D em mulheres na pós-menopausa. Ministério da Saúde, Fiocruz, Fundação Oswaldo Cruz. Recife, março de 2003. 
  4. GUERRA, Thais de Rezende; BOAVENTURA, Gilson Teles. Consumo de fitoestrógeno linhaça e níveis lipídicos na menopausa: o que há de evidência? Universidade federal Fluminense – Niterói (RJ), Brasil, 2016. 
  5. LANZILOTTI, Haydée Serrão, et. al. Osteoporose em mulheres na pós-menopausa, cálcio dietético e outros fatores de risco. Junho de 2001. 
  6. BRONDANI, Juliana Ebling. Consumo alimentar de cálcio, fósforo, magnésio e proteínas e estado nutricional em mulheres hospitalizadas pro fraturas osteoporóticas em um hospital universitário. Santa Maria-RS, Brasil, 2015. 
Como melhorar sua disposição mental e física

Como melhorar sua disposição mental e física

A alimentação tem relação com a disposição física e mental? 

Tem conexão sim! Um grande fenômeno da ciência é a nutrição, que tem relação com diversas funções do corpo como o prazer, disposição, alegria entre outros, como as relações sociais, regionalidade, economia e política¹. Em cada indivíduo a alimentação possui vínculos diversos, não sendo apenas uma simples necessidade fisiológica para a sobrevivência, a alimentação possui um profundo significado¹.

Qual a ligação da saúde mental e a nutrição?  

Cada alimento possui a capacidade de desenvolver diversas funções diferentes no organismo, podem possuir efeitos antioxidantes ou pro-oxidantes². Diversas vias biológicas, que são descritas como capazes de levar o indivíduo a menos disposição mental, com capacidade de levar até mesmo a perturbação depressiva², todos os processos do corpo são influenciados pela qualidade da dieta: processos inflamatórios e stress oxidativo, alterações nos neurotransmissores (são substâncias químicas produzidas pelos neurônios) importantes para a saúde da mente como a serotonina, dopamina e noradrenalina (são considerados hormônios da felicidade). Profissionais nutricionistas podem desenvolver uma dieta para aumentar a disposição, uma alimentação equilibrada associada a suplementação de micronutrientes levam a melhor disposição². 

Qual a relação do esporte e a nutrição?

A relação está entre consumo e o gasto, quanto maior é o consumo e o menor o gasto mais indisposição o indivíduo terá³, tanto em casos de praticantes de atividade física ou não praticantes, a disposição é potencializada través da necessidade energética, que é um cálculo realizado por meio da soma da necessidade e os gatos³. Os carboidratos, lipídios e proteínas são os macronutrientes, que devem ser consumidos de maneira equilibrada, objetivando à recuperação muscular, manutenção do sistema imunológico, equilíbrio do sistema endócrino e também melhora do desempenho esportivo³. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, ressaltam a importância a respeito de modificações dietéticas e reposição hidroeletrolítica, recomendando de forma geral que o indivíduo inicie a hidratação com 250 a 500ml de água duas horas antes do exercício e mantenha a ingestão de líquido a cada 15 a 20 minutos durante o exercício ³. 

Quais os riscos do sedentarismo para saúde? 

São diversos os malefícios! Doenças como depressão, ansiedade, hipertensão, hipercolesterolêmica, doenças cardiovasculares, são relacionados ao sedentarismo e obesidade⁴. Indivíduos que são mais ativos fisicamente consumem maiores quantidades de frutas, e proteínas de origem vegetal e animal, em uma avaliação geral⁴. Estudos ressaltam que o tipo de ambiente em que o ser humano está inserido, tem influência direta em suas escolhas⁴. O acesso à espaços verdes, é relacionado a maior disposição e consequentemente aumento do nível da atividade física exercido, afetando o estado de saúde⁴.

Quais são os alimentos e micronutrientes que podem aumentar a disposição? 

A ingestão de ácidos graxos ômega 3, mostrou que pode reduzir alguns sintomas relacionadas a ansiedade⁵, quando insuficiente a ingestão de ômega 3 pode apresentar relação com transtornos de ansiedade⁵. O cérebro é um dos órgãos do corpo humano com maior quantidade de lipídeos, que constituem, também, uma importante parte das membranas celulares, pessoas com depressão apresentam uma significativa redução dos níveis de ômega 3 quando comparados com indivíduos que não possuem está doença, podemos encontrar ômega 3 em óleo de peixe, óleo de linhaça⁶ e no Krilla.

Vitaminas do complexo B são consideras muito importantes para os neurotransmissores, essas vitaminas atuam como cofatores de enzimas que são essenciais no equilíbrio entre os neurotransmissores, na formação da serotonina, noradrenalina e dopamina⁶, alimentos que podemos encontrar vitaminas do complexo B, são leites e derivados, leguminosas como ervilha, soja, feijão, frutas, banana, maçã, vegetais como brócolis, repolho, carnes, aves e peixes.

 Vitamina C, vitamina E possuem propriedades antioxidantes que permitem diminuir os efeitos prejudiciais dos radicais livres, podemos encontrar em alimentos como manga, nozes, acelga, amêndoa, mamão, abóbora, uva, acerola, kiwi, caju, laranja, abacaxi, laranja entre outros. A suplementação de vitamina D tem relação com a diminuição dos sintomas da depressão, é possível encontrar a vitamina D em alimentos como óleo de fígado de bacalhau, bife de fígado, gema de ovo, atum, sardinha e salmão, mas a absorção principal acontece através da exposição solar⁶. 

Alguns minerais também são indispensáveis para a boa disposição, como o Selênio que é considerado um elemento vital para o funcionamento adequado de um conjunto de proteínas envolvidas nas defesas do sistema nervoso⁶, pode ser encontrado em peixes, carne de boi, frango, queijos, ovos, castanha do Pará, castanha de caju. O magnésio é um micronutriente essencial em vários processos bioquímicos e fisiológicos, incluindo a replicação de DNA, sua transcrição e tradução, potencializa as funções do cérebro, alivia o estresse, ansiedade e depressão⁶, podemos encontrar em nozes, amêndoas, abacate, leguminosas, peixes, semente de abóbora. O Zinco participa de diversos processos bioquímicos e fisiológicos relacionados com o desenvolvimento e função cerebrais é necessário para a produção de neurotramissores como serotonina, dopamina, noradrenalina, previne contra depressão⁶, podemos encontrar no feijão, castanhas, amêndoas, amendoim, grão de bico.

Atenção: este é um espaço informativo, sobre saúde, bem-estar e nutrição, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

Referências;

  1. FAZZIO, Débora Mesquita Guimarães. Envelhecimento e Qualidade de vida – uma abordagem nutricional e alimentar. Brasil, Brasília-DF, 2012. 
  2. LEITE, Ana Rita Ribau Esteves Neves. Nutrição e saúde mental: o papel da dieta na perturbação depressiva. Mestrado integrado em medicina, U. PORTO, maio de 2018.
  3. CARVALHO, Tales; SAMPAIO, Mara. Hidratação e Nutrição no esporte. Revista Brasileira de medicina do Esporte. Brasil, Abril de 2010. 
  4. MALAQUIAS, Bruna Stephanie Souza; et. al. Determinantes do comportamento sedentário ao longo da vida: uma revisão integrativa. Arquivos de ciências do esporte, Uberaba, Minas Gerais, Brasil, 06 de Junho de 2018. 
  5. NATACCI, Lara Cristiane. Associação entre consumo de ácidos graxos ômega 3 e transtornos de ansiedade: análise transversal do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto. São Paulo, 2018. 
  6. LEITE, Ana Rita Ribau Esteves Neves. Nutrição e Saúde mental: o papel da dieta na perturbação depressiva. U. Porto, maio de 2018. 

Fibras Alimentares

Fibras Alimentares

O que é Fibra Alimentar?

A fibra alimentar engloba polissacarídeos vegetais, como celulose, hemiceluloses, pectinas, gomas e mucilagens, oligossacarídeos e lignina, todas são fibras alimentares que podem ser divididas em: fibras solúveis (pectinas, gomas, mucilagens e hemiceluloses) e fibras insolúveis (celulose, lignina e algumas hemiceluloses e mucilagens) ². Recentemente, foram orientadas novas definições que são: fibra alimentar e fibra adicionada. Dentre as funcionalidades das fibras, ressalta-se sua ação sobre a constipação intestinal, diabetes melitus, obesidade e auxilio na nutrição enteral ².

Fibras reduzem o risco de obesidade?

As fibras alimentares promovem vantagens no tratamento e na prevenção da obesidade, todos anos aumentam as buscas sobre estudos com bons resultados sobre esse tema. As fibras podem auxiliar no emagrecimento porque aumentarem a saciedade, reduzindo assim a vontade de comer². As fibras alimentares possuem a capacidade de intervir no peso corpóreo através de mecanismos fisiológicos que envolvem efeitos intrínsecos, efeitos hormonais e efeitos colônicos, todos esses mecanismos agem reduzindo a ingestão alimentar pela promoção da saciedade ².

As fibras alimentares possuem efeito sobre a liberação de hormônios gastrintestinais, como o peptídeo inibidor gastrointestinal (GIP), junto com a colecistoquinina, o glucagon entérico e com o estímulo parassimpático, tardam o esvaziamento gástrico, melhoram o movimento intestinal ².

Fibras, intestino e cérebro, tem relação?

O trato gastrointestinal humano possui um complexo de comunidades microbianas, sendo o cólon o principal habitat para elas, contribuindo para o sistema imunológico e metabólico, atuando diretamente na saúde do ser humano ⁴. O eixo microbiota-intestino-cérebro exerce um papel importante na função do sistema nervoso, relacionando o intestino com o centro da fome/saciedade, sendo capaz de influir no comportamento alimentar e impactar a qualidade e quantidade do que é consumido ⁴. Essa comunicação entre cérebro e intestino acontece por meio de quatro vias principais interligadas entre si: imune, neuronal, endócrina e metabólica, onde a via imune sucede por meio das citocinas desenvolvidas pelas células imunológicas, o aviso neuronal acontece por meio do sistema nervoso entérico e nervo vago, a ligação endócrina faz-se por intermédio do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal ⁴. Simplificando; a microbiota intestinal possui uma atuação indispensável nessas comunicações, influenciando no apetite e preferências alimentares, fazendo assim a necessidade do consumo equilibrado de fibras para a saúde intestinal no comportamento alimentar ⁴.

 

A fibra alimentar interfere na absorção de micronutrientes?

Acredita-se que a fibra pode diminuir a biodisponibilidade de minerais. Entretanto, estudos indicam redução somente em casos de ingestão deficiente. Os oligossacarídeos não digeríveis têm sido associados ao aumento na biodisponibilidade de minerais como ferro, cálcio, magnésio e zinco ².

 

Fibras e diabetes tipo II, tem relação?

Diversos estudos mostram que os carboidratos com grande quantidade de fibras e baixo índice glicêmico (quantidade de açúcar presente no alimento) na sua composição diminuem o risco de diabetes tipo II ³. Assim como o índice glicêmico presente no alimento e a quantidade de fibra leva a resultados satisfatórios sobre as respostas glicêmica (açúcar no sangue) e insulínica pós-prandiais em pacientes com diabetes tipo II ³.

Conheça nossos Produtos com Fibras

  • Bella Fiber – 250G

    R$82,90

Referências: 

 

  1. CATALANI, Lidiane Aparecida; KANG, Éster Mi Sun Kong; DIAS, Maria Carolina Gonçalves; MACULEVICIUS, Janete. Fibras Alimentares. Ver. Bras. Nutr. Clín. 2003. 
  2. MELLO, Vanessa D.; LAAKSONEN, David E. Fibras na dieta: tendências atuais e beneficios a saúde na síndrome metabólica e no diabetes melito tipo 2. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, julho de 2009. 
  3. FERRARI, Angélica Simões. Microbiota e preferências alimentares: qual a relação? VP Online, 2020. 

Bolo de Limão com Bella Fiber

Bolo de Limão com Bella Fiber

Bolo de Limão com Bella Fiber

Ingredientes

2 Scoops de Bella Fiber;

4 Ovos;

1 xícara (chá) de Xilitol Pholias;

1/2 xícara de óleo de coco

1/2 xícara de limão espremido;

100g de iorgute;

1 xícara de farinha de amêndoas;

1 xícara de farinha de arroz;

1 colher (sopa) de fermento;

Modo de Preparo

Bata os ovos com o Xilitol Pholias, adicione o óleo de coco, o limão e o iorgute.

Adicione o Bella Fiber e as farinhas, depois de misturas acrescente o fermento mexendo de forma delicada.

Despeje a mistura em uma forma untada e enfarinhada, leve ao forno preaquecido a 180ºC por 35 minutos ou até dourar (pode varias de acordo com o forno), e bon appetit.

Smoothie com Chá de Morusil K

Smoothie com Chá de Morusil K

Smothie com Morusil K

Ingredientes

¼ de xícara (chá) de amêndoas
¼ de xícara (chá) de gelo
¼ de xícara (chá) morangos congelados
½ banana congelada
½ xícara (chá) de água mineral
10 g de MOROSIL K

Modo de Preparo

1 – Deixe as amêndoas de molho em água por 8h.
2 – Descarte a água do remolho das amêndoas.
3 – Bata no liquidificador as amêndoas, a água mineral, o gelo, o morango congelado e a banana congelada.
4 – Desligue e junte o MOROSIL K, bata por alguns segundos e sirva.

Shake de Veetal WheyWhey Bari com Banana e Aveia

Shake de Veetal WheyWhey Bari com Banana e Aveia

Shake de Whey Bari com Banana e Aveia

Ingredientes

250 ml de leite desnatado;

2 bananas;30 gramas de aveia;

1 scoop de Whey Bari(equivalente a 25 gramas);

Modo de Preparo

Uma banana deve ser congelada previamente em fatias. Fatie a outra banana e misture com todos ingredientes, listados acima e bata-os no liquidificador, por fim, adicione a banana que foi congelada em fatias e bata novamente no liquidificador.

Mousse de Veetal Whey Bari

Mousse de Veetal Whey Bari

Mousse com Whey Bari

Ingredientes

1 pacote gelatina zero de qualquer sabor

1 scoop de Whey Barir sabor Baunilha ou neutro

1 Iogurte natural desnatado

Pedras de gelo

Modo de Preparo

Em uma tigela, bata a gelatina já dissolvida em água conforme orientação do rótulo do fabricante, junto com a Whey Bari. Junte também o iogurte natural e acrescente algumas pedras de gelo. Bata tudo no liquidificador e deixe gelar por aproximadamente 1 hora. Simples assim!.

Suco Verde com Flav

Suco Verde com Flav

Suco Verde com Flav

Ingredientes:

200ml de Água ; 2 Scoops de Kolatrix Flav  (10g) ; Você também pode acrescentar uma fruta de sua preferencia.

Modo de Preparo:

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até ser dissolvido.
Observação: Sempre coloque o liquido antes.